Há seis anos pratico esse ensinamento. Entrei na reiyukai porque mesmo morando com meus pais, não falava com meu pai. Na parte profissional, não sabia o que queria, estava cursando o primeiro ano da minha segunda faculdade, e tinha muito medo e dificuldades de me relacionar afetivamente.
Uma amiga que já fazia o ensinamento, vendo minha situação me convidava para praticar, mas eu não aceitava. Até que um dia, não vendo mais solução para meus problemas decidi tentar. A pessoa que me ingressou disse que a pratica consistia em três coisas: recitar o sutra diariamente; contribuir com a mensalidade e oferecer o ensinamento para outras pessoas que estivessem sofrendo.
Recitar o sutra todos os dias para mim não era nada fácil, ficava com preguiça, deixava como a ultima coisa a ser feita no meu dia, e ia levando. Com o tempo vi que esse meu comportamento mostrava minha falta de determinação e Constancia em tudo que fazia na minha vida.
Contribuir, com as mensalidades era a mesma coisa, acabava esquecendo e ficava atrasado, não dava importância. Assim, pude, perceber o quanto era desorganizada, não tinha objetivos, planos e metas para alcançar o sucesso profissional que tanto almejava. Não sabia investir em nada!
Com o tempo senti necessidade de levar o ensinamento para outras pessoas e, com o afilhado não foi diferente. Achava que não dava conta, que não tinha habilidade para falar com as pessoas, que não sabia me relacionar. E não sabia mesmo!
O medo de errar, o egoísmo, o orgulho fazia com que me fechasse num mundinho só meu, pois ali acreditava que poderia ser alguém. Só preocupava comigo, não conseguia enxergar os outros, principalmente meus pais. Pensava que meu pai tinha obrigação de me dar tudo porque ele havia me colocado no mundo sem eu pedir.
Caminhando com afilhados fui enxergando minha conduta e principalmente o sentimento com pessoas, eles estavam mostrando eu. Vi o quanto só me aproximava da minha família quando estava precisando de ajuda e depois virava as costas para eles. Não tinha gratidão nenhuma. Percebi também o quanto cobrava dos outros, queria tudo do meu jeito, não aceitava orientação. Enxerguei principalmente, minha forma de abordar as pessoas, geralmente não conseguia ser compreendia, pois quando pedia os outros achavam que estava mandando, quando orientava entendiam que estava brigando, com isso entendi que não sabia ouvir o outro.
Então fui entendendo melhor meu pai, vendo que cobrava dele coisas que ele não tinha aprendido e, comecei a agradecê-lo por ter me dado a vida, amor, educação, casa, estudo e boas condições para viver. Entendi que ele dedicou a vida dele no trabalho para oferecer isso aos filhos, e fez do jeito que ele sabia. Hoje, agradeço muito a ele. Vivemos bem e muita coisa mudou na minha família. Hoje rezo diariamente pela sua saúde e pela sua vida.
Profissionalmente, muitas portas se abriram. Formei-me e em seguida fui contratada pela própria universidade e convidada para trabalhar no consultório junto com um professor, pelo qual tenho muita gratidão. Hoje tenho metas e planos, já sei que caminho percorrer e como percorrer para ser bem sucedida.
Tenho a certeza de que são meus afilhados e o meu compromisso com essa prática que me ajuda lutar contra o egoísmo, a enfrentar os obstáculos e a vencer minha tendência ao isolamento. Como lido com saúde mental vejo como as pessoas estão adoecendo e entristecendo. Estão cada vez mais individualistas, materialistas e sem tempo para viver e se perceber. Os jovens estão se perdendo no meio do caminho, assim como nossa sociedade.
Entendi com esse ensinamento, que por meio de culto aos antepassados, de ouvir e ajudar outras pessoas, nós estamos criando jovens de coração puro e rezando para o desenvolvimento do Brasil e da paz mundial.
Espero com esse ensinamento, ter permissão para continuar a caminhada de mudança interior e de conduta, e que essa mudança possa atingir meu coração.
Portanto, reforço aqui a minha decisão de ajudar meus afilhados e oferecer essa graduação para salvar e iluminar os meus antepassados. Decido ficar shibutyô ainda este ano.
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