Cerca de 500 pessoas compareceram, sábado, no Orgulho Báltico, nas ruas de Vilna, na Lituânia, que pela primeira vez reuniu ativistas LGTB da Estônia, Letônia e Lituânia. A parada foi autorizada na sexta-feira, depois de ter sido proibida na quarta-feira, o que desencadeou uma cadeia de protestos por parte de grupos de defesa dos direitos humanos e em círculos políticos da União Européia. Os manifestantes tiveram que ser protegidos por um forte esquema policial (cerca de 800 policiais, muitos acompanhados de cães e outros a cavalo), para conter a fúria da multidão homofóbica que se concentrou com a intenção de boicotar a festa.
A enorme presença da força policial que montou um cordão de isolamento em volta da parada impediu que ocorressem agressões. Em determinados momentos, a polícia teve que usar gás lacrimogêneo para dispersar os homofóbicos, sendo que 19 foram detidos. Entre os manifestantes contrários à realização da parada, em que muitos carregavam cruzes e cartazes homofóbicos, estavam membros do Parlamento lituano. Inclusive, na catedral da cidade chegou-se a celebrar uma missa de desagravo “para rezar pelos homossexuais”.
Além dos ativistas das três repúblicas bálticas e de outros lugares da Europa, a marcha contou com a presença de Birgitta Ohlsson, ministra sueca de Assuntos Europeus, assim como de vários embaixadores extrangeiros e cinco parlamentares da União Européia. |
Manifestantes do Orgulho Báltico, na Lituânia |
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