Há mais de um mês, os pacientes soropositivos que procuram em vão os medicamentos Lamivudina e Biovir, principais itens no tratamento de quem vive com o vírus HIV, no único posto de distribuição de Florianópolis, estão sem remédios. De acordo com Iraci Silva, gerente do DST/HIV/AIDS, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o abastecimento irregular acontece em todo Estado. Cerca de 3,2 mil pessoas estão esperando para iniciar o tratamento em Santa Catarina. A compra e a distribuição dos medicamentos são feitas pelo Ministério da Saúde. Problemas burocráticos com o atual laboratório que produz e fornece os remédios é a causa para a falta de remédios. Segundo ela, o esclarecimento enviado pelo órgão, no dia 16 de abril aponta a redução dos estoques como justificativa para a situação. "Temos mais de 11 mil pessoas em tratamento no Estado. No mês passado, mais de 1,5 mil pacientes não puderam ser atendidos. Mas a nossa demanda está reprimida desde o início do ano", afirmou. Em Joinville, onde há 4,2 mil pacientes cadastrados, a Vigilância Epidemiológica, que administra o programa municipal DST/HIV/AIDS, não verificou problemas na distribuição do coquetel. A gerente Jeane Regina Vieira afirma que não foram registrados atrasos nem falta de medicamentos. Cerca de 26% faz uso de antirretrovirias. Em torno de 2 mil soropositivos recebem apenas acompanhamento médico porque ainda não desenvolveram sintomas da doença. |
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